SETEMBRO AMARELO: O É ASSUNTO SÉRIO • Instituto Vianna Júnior

SETEMBRO AMARELO: O É ASSUNTO SÉRIO

"Não aguento mais esta vida", "Vontade de sumir", "Eu não sirvo para nada", "Minha vida não é nada"...

Se você já escutou alguém falando alguma dessas frases, deve ficar atento. A depressão é uma doença que ainda é mal compreendida. Por isso, durante todo o mês existe a campanha do Setembro Amarelo. Uma ação mundial de prevenção ao suicídio. Como identificar se alguém está doente? O que fazer? Como agir?

Conversamos com a psicóloga do Instituto Vianna Júnior, Lucianitta Vidal. Confira!

1- Muitas pessoas não consideram a depressão como uma doença. Como lidar com pessoas depressivas e como identificar que a pessoa está com problema?

Psicopedagoga do Instituto Vianna Júnior, LucianittaLucianitta- Inicialmente é importante caracterizar a depressão de fato como uma doença denominada transtorno depressivo, que altera de modo muito significativo o humor, sendo identificada como tristeza intensa e de longa duração.

Ela interfere diretamente na capacidade da pessoa de desenvolver suas atividades no trabalho, diante dos estudos e de modo geral em sua vida.

Para identificar se uma pessoa está com este problema é importante atentar aos seguintes sinalizadores: grande instabilidade emocional, com variações de humor muito repentinas; perda do interesse por atividades que antes eram consideradas agradáveis; presença de sentimentos de desamparo, pessimismo, falta de esperança, desprazer e impotência; alterações do sono (insônia ou excesso de sono); elevado cansaço e falta de disposição física; dificuldade em manter-se atento, concentrado e de memorizar; presença de pensamentos recorrentes de morte.

2- O que podemos fazer para ajudar o depressivo?

Lucianitta- Na realidade, uma vez que a doença encontra-se instalada, é necessário participação e ajuda das pessoas que estão no entorno (familiares, profissionais, amigos), pois a possibilidade de uma melhora espontânea é bem reduzida.

É importante dar atenção, respeitar o que o depressivo está sentindo, ouvi-lo e ajudá-lo a buscar um tratamento psiquiátrico, psicológico e medicamentoso, motivá-lo sempre a prosseguir no tratamento e transmitir energia positiva, procurando fazê-lo sorrir e se sentir bem naquele determinado momento.

3- Como o Instituto Vianna Júnior lida com os estudantes que apresentam depressão?

Lucianitta-  A Instituição mantém-se muito atenta a todos os problemas vivenciados por seus alunos, enfatizando as questões relativas à saúde física e mental, inclusive com relação à sintomatologia depressiva.  Chegando o caso ao conhecimento dos profissionais em suas devidas competências (através de atestados médicos, observações em sala de aula, contatos da família), os diretores, coordenadores e professores procuram o Núcleo de Apoio Psicopedagógico, que estabelece contato pessoal para ciência e acompanhamento do caso, e as ações a serem adotadas podem diversificar, de acordo com a demanda da situação.

4- E o suicídio? Por que e como a sociedade está mobilizada para combatê-lo?

Lucianitta- Atualmente o suicídio é considerado um problema de saúde pública, pois constitui um mal que vitimiza todos os dias 32 brasileiros. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser evitados, se devidamente percebidos, diagnosticados e tratados. Um dos maiores índices de suicídio ocorre entre adolescentes, pessoas que sofrem de depressão e também entre os usuários de drogas. A sociedade tem direcionado várias ações com o intuito de divulgar e informar às pessoas sobre o fato, através de campanhas de conscientização, alertando a população para a realidade em todo o mundo. No mês de setembro, desde 2015 por meio da identificação de locais e pessoas com a cor amarela, instituições públicas e particulares se dispõe a refletir sobre a situação e conscientizar as pessoas que a prevenção é a melhor medida de combate. O Instituto Vianna Júnior se junta a esta campanha, como Instituição que promove práticas sociais voltadas para a educação e para o bem comum.

5- Como a família pode orientar seus filhos?

Lucianitta- Primeiramente, os familiares necessitam compreender que a depressão é uma doença e que deve ser tratada. Quem está nesta condição conhece o quanto é grande o sofrimento e a incapacitação, entretanto a dor envolve também os familiares que se entristecem por assistirem ao sofrimento do parente e por às vezes não saberem como lidar com a doença.

A família é importantíssima no processo, pois é nela que o doente se apóia e busca conforto. Compreendendo assim, procure ajudar desde o início, ao perceber os primeiros sintomas (descritos anteriormente). É fundamental que o caso seja acompanhado por um psiquiatra e também por um psicólogo. A paciência é ingrediente fundamental, uma vez que a convivência com o depressivo pode ser muito difícil. É importante dar atenção, ouvir e explicar que existe a dificuldade do momento, mas que será superada. Deve-se também acompanhar constantemente o tratamento, garantindo que todas as orientações clínicas estão sendo seguidas e informar aos profissionais alterações porventura ocorridas no quadro da doença. Além e acima de tudo, nos momentos mais difíceis, quando não se consiga saber o que fazer, ofereça o carinho e o apoio familiar.

6- O NAI e o NAP do Instituto Vianna Júnior ajudam quais pessoas?

Lucianitta- O NAP é o Núcleo de Apoio Psicopedagógico, departamento considerado como suporte às ações favorecedoras do ensino e da aprendizagem. O trabalho é direcionado ao relacionamento entre professores e alunos; orientações aos educadores que compõem a equipe, sobre fatores emocionais que influenciam na educação; ao atendimento e orientações aos pais e familiares de alunos; atendimento e encaminhamento de alunos, em se tratando de demandas que necessitem tratamentos específicos e direcionados, acompanhamento dos alunos junto aos profissionais externos, na tentativa da compreensão do caso e às orientações específicas aos profissionais da Instituição.

O NAI é a sigla do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, que possui o foco de atender e de certa maneira favorecer a inclusão de alunos que possuem alguma necessidade especial, visando à inclusão social e cidadania. O trabalho envolve também o atendimento aos alunos, familiares, profissionais da Instituição, orientações aos professores, quando a situação exigir.

Concluindo, podemos afirmar que é um trabalho de força conjunta, onde as siglas se juntam para compreender a todos os alunos, independente de seus “limites”, ajudá-los, minimizando suas dificuldades e favorecendo seu desenvolvimento global.

Prevenção ao suicídio

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